xx-xx-xxxx | Lanterna Mágica – Sessão Paraná | Vídeos e filmes do interior paranaense conquistam as telas

Matéria: Vídeos e filmes do interior paranaense conquistam as telas
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Veículo: ‘desconhecido’ – caderno Lanterna Mágica, p. 5 – SESSÃO PARANÁ.
Data de publicação: ‘desconhecida’.
Uma participação inédita surpreende no Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba (FCVC). A equipe de organizadores não esperava que o oeste paranaense, mais especificamente Cascavel e região, estivesse produzindo vídeos e, até mesmo, filmes em bitola 35 mm.
Reconhecendo o trabalho realizado em Cascavel, a organização do festival criou uma mostra paralela dos filmes e vídeos paranaenses. Só não contava que a idéia do Mercosul fosse levada ao pé da letra. É que o carro com as fitas da Tigre Produções, de Cascavel, foi parar no Paraguai. “Enviamos as inscrições por um amigo e seu carro foi roubado. Foi sorte o carro ter sido encontrado com as fitas dentro”, diz Otalício Sirino, da Tigre Produções Cinematográficas.
A mostra contará com os filmes “Chuva de Lingüiça” e “Adeus Mariana”, do diretor Acir Kochmanski e “Acerto Final” e “Fronteira Sem Destino”, do diretor Antonio Marcos Ferreira, que serão exibidos nos dias 02 e 03 de abril, na Aliança Francesa às 14h. O curta “A Filha do Chefe”, filmado em bitola 35 mm, também do diretor Antonio Marcos Ferreira, foi selecionado para concorrer no festival e estará na programação da mostra competitiva.
As produções, tanto de vídeos como de filmes, são independentes e foram realizadas pelas Filmacir Produções e Tigre Produções Cinematográficas, ambas de Cascavel. Cada uma faz, em média, um filme por ano. Sirino, que além de produtor é também ator, afirma que a equipe já tem outro roteiro pronto para ser filmado após o festival, e conta que os equipamentos e estúdios são emprestados pela TV Tarobá (retransmissora da TV Bandeirantes). Mas nem sempre o sonho de produzir filmes aconteceu.
Quando criança, Otalício Sirino trabalhava como faxineiro do cinema de Itambé – norte do Paraná, cidade onde morava, para assistir aos filmes que passavam na cidade. “Era uma forma de ter contato com os bastidores do cinema e conhecer um pouco mais sobre filmes”, conta. Pode parecer, mas essa história não é plágio de Cinema Paradiso. Mesmo porque, nessa história, contrário do filme, o protagonista, ainda que com grande dificuldade, trabalha em prol da sétima arte.
Para ninguém o fascinante sonho da combinação som, imagem, vida, tela e emoção é fácil de se realizar. Mas estes paranaenses poderão servir de exemplo para outros, que, como eles, podem ajudar a resgatar o cinema brasileiro.






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